quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Longa se torna a espera


 22 de Agosto de 2008. Um novo acidente ocorria na Linha do Tua nesse ano, a pouca distância da estação da Brunheda. Um passageiro perdeu a vida, vários ficaram feridos, e o troço Tua – Cachão, 42 dos 58 km em exploração, eram encerrados temporariamente. O problema é que os encerramentos temporários fora da dita “rede principal” dos caminhos-de-ferro portugueses só querem dizer uma coisa: encerramento sine die, com fortíssimas probabilidades – para não dizer totais – de encerramento definitivo.

Da tutela, então chefiada por Mário Lino e Ana Paula Vitorino, vinha a garantia de que a Linha do Tua não era para fechar. Corriam as primeiras páginas da história da construção da barragem do Tua, e, avançasse a obra ou não, a exploração ferroviária seria para se manter até ao início dos trabalhos o impedirem no terreno. A escolha do troço a encerrar teve apenas a ver com o contrato inicial de exploração do Metro de Mirandela, que em meados da década de 1990 previa a circulação entre o Cachão e Carvalhais; a via, essa, tão garantida estava a montante como a jusante, atestando uma arbitrariedade pungente nesta decisão.

Os anos passaram, os Governos igualmente. Veio a barragem, e com ela o Plano de Mobilidade para o Vale do Tua, compensação devida pela inundação do vale pelo paredão. Nele, a manutenção da exploração comercial em todo o troço circulável restante – da Brunheda a Carvalhais – era deixada totalmente em aberto: ou comboios regulares, ou comboios a pedido (um absurdo de proporções equivalentes ao estudo de procura feito no RECAPE da barragem do Tua), ou autocarros de substituição (com todo o miserável fracasso que proporcionaram nesta mesma linha durante 5 penosos anos na década de 1990, e desde 2008 a esta data), ou pura e simplesmente nada.

Veio o concurso para concessão de exploração do Plano de Mobilidade, e apenas a Douro Azul se candidatou. Esta empresa, até agora ligada de forma indelével ao turismo fluvial no Douro, foi responsável pela recuperação da via-férrea desde a Brunheda ao Cachão, onde se não era o mato a torná-la intransitável, era a própria ausência de carris e travessas furtadas a fazer esse serviço – uma cortesia da gestão danosa da extinta REFER, que para além da balastragem dos últimos quilómetros da Linha do Tua ainda assentes em lama em pleno século XXI, não trouxe mais nada a esta via trasmontana, que não o emparedamento de estações, retirada de linhas, ignorar de estudos de prevenção e segurança, demolição de um apeadeiro, diminuição da velocidade de circulação a mínimos históricos, e atrasos de meses na prossecução de pequenas obras de manutenção.

Desde o início de 2017, que a data de reabertura do troço Brunheda – Cachão tem vindo a ser sucessivamente adiada, estando agora pura e simplesmente em suspenso. Se da indesculpável falta de zelo e diligência dos vários responsáveis ligados às autarquias e à Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua, que pouco ou nada fizeram ao longo dos últimos 5 anos para acelerar esta reabertura, pouco há a acrescentar, existe no entanto muito a dizer sobre a actuação recente da Infraestruturas de Portugal e do Ministério do Planeamento e Infraestruturas.

Quando confrontados com um pedido de informação por escrito sobre a demora na reabertura deste troço, que alegadamente se deve apenas a uma recusa da Infraestruturas de Portugal em assumir os custos de manutenção da infra-estrutura da via – os da super estrutura ficarão a 2 cargo da Douro Azul, continuando contudo a Linha do Tua a pertencer ao Estado – apenas se consegue como resposta um silêncio incómodo, empurrado para a frente. Porquê, quanto mais tempo, que condições propõem? “Espere”; “Trata-se de uma decisão política?”, contraponho; “Espere”.

Farto de esperar há 9, sublinho, 9 anos, estou eu e todos os utentes e habitantes próximos da Linha do Tua, com a agravante deste pedido interminável de espera me ter custado, a mim e a outros 3 funcionários do Metro de Mirandela, o próprio emprego. Aparentemente, pedir aos cidadãos que esperem uma década para a reposição de um serviço público interrompido por manifesta incompetência do próprio Estado, é algo aceitável para os parâmetros da Infraestruturas de Portugal e do Ministério do Planeamento e Infraestruturas.

Para os Xutos e Pontapés, a espera tornava-se longa, para a galera que cruzava o rio; no Tua, longa se torna a espera para uma simples resposta. “Espere”!

Daniel Conde Vila Real, 6 de Novembro de 2017


Não escrevo segundo o novo Acordo Ortográfico

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Viagem...





Este livro, sendo uma narrativa, é também uma viagem pela natureza humana. Nasce de uma inquietação interior… uma coluna de fumo visionada no horizonte predispõe para a aventura e para uma singular jornada feita de extraordinárias descobertas… 



O Primogénito é um jovem do final do Neolítico, bravo, hábil e artista que inicia uma viagem em que a curiosidade e a aventura o norteiam. Uma viagem como deveria ser a nossa vida: o mérito e a procura da sabedoria são o ponto de partida; o bem-fazer e a competência formam o itinerário; e o ponto de chegada desemboca na realização pessoal… 



É uma viagem por variados locais que testemunham a presença do homem do Neolítico. Com início nos abrigos da Serra de Passos em Mirandela; passando pela fraga da Pala Pinta, em Carlão Alijó, a do Cachão da Rapa em Ribalonga, Carrazeda de Ansiães; a Fraga da Aia, na Pesqueira; as gravuras de Foz Côa; o Abrigo Pré-histórico de Penas Roias, em Mogadouro; e com epílogo no dólmen do Vilarinho da Castanheira.



Venha daí...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Autarcas de Mirandela e Vila Flor revoltados com prepotência do Ministério da Educação

Os autarcas de Mirandela e Vila Flor, em Trás-os-Montes, expressaram hoje a sua revolta com a forma como o Ministério da Educação decidiu "unilateralmente e com uma prepotência enorme" a lista de escolas a encerrar.


Autarcas de Mirandela e Vila Flor revoltados com prepotência do Ministério da Educação - Expresso.pt

sábado, 18 de janeiro de 2014

Vender os dedos?

Universidade de Vila Real está a avaliar vinhos da Casa do Douro
A Casa do Douro, sediada no Peso da Régua, é uma associação de direito público e de inscrição obrigatória para os viticultores durienses que possui uma dívida total que rondará os 160 milhões de euros, cerca de 30 milhões correspondem a juros. Todos os dias são debitados cerca de nove mil euros de juros de mora. Dentro da instituição trabalham funcionários pagos pelo Estado e outros privados, sendo que estes acumulam 40 meses, cerca de três anos, de salários em atraso.
O secretário de Estado da Agricultura vem agora afirmar que a solução passa pela venda de vinho, património e revisão dos estatutos.
Convém saber como chegámos aqui:

1932 – O Estado Novo aplica o corporativismo ao Douro e ao vinho do Porto com a criação da Casa do Douro, do Instituto do Vinho do Porto e do Grémio dos Exportadores. O Estado volta a assumir um papel preponderante na gestão do sector. Nos anos seguintes, à Casa do Douro foram atribuídos poderes para elaborar a atualização do cadastro, distribuir o benefício, fornecer aguardente aos produtores, fiscalizar o vinho na região demarcada e conceder as guias para os vinhos a serem transportados para o Entreposto de Gaia (decreto de 30 de Abril de 1940); ao Instituto do Vinho do Porto dedica-se a controlar a qualidade e à promoção externa. A paz forçada do sector suplantou o longo período de penúria dos anos 40 e 50. Depois de 1965, a procura externa começa a aumentar, o que permitiu algum desafogo e a opção pelo cultivo da vinha foi generalizada a dezenas de milhares de produtores
1974 - O modelo corporativo foi extinto. A Casa Do Douro de inscrição obrigatória chegou a representar 40 mil viticultores. Muita da população a viver no Douro é proprietária de pequenas explorações e a instituição foi o guarda-chuva dos seus rendimentos enquanto associados nesta forte estrutura.
1990 - Os problemas importantes iniciaram-se com a compra das ações da Real Companhia Velha. O objetivo era para além do papel de regulação e de representação dos pequenos e médios vitivinicultores, intervir no mercado do comércio e exportação. "O negócio" foi “encorajado” e “abençoado” pelo então primeiro-ministro Cavaco Silva. A Casa do Douro nunca conseguiu fazer valer os seus direitos enquanto acionista, comprou uma "guerra" com os comerciantes que a acusaram de ingerência no outro lado do negócio. Esta marcou o início do descalabro financeiro da instituição que chegou a ter orçamentos superiores a 150 milhões de euros e foi bem mais poderosa do que muitos ministérios.
1995- A região Demarcada do Douro viu alterado o seu quadro institucional. Passou a estar dotada de um organismo interprofissional, - a Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro (CIRDD), no qual tinham assento, em situação de absoluta paridade, os representantes da lavoura e do comércio, com o objetivo comum de disciplinar e controlar a produção e comercialização dos vinhos da região com direito a denominação de origem.
2003 - Este modelo sofreu nova alteração com a substituição da CIRDD por um Conselho Interprofissional integrado no Instituto dos Vinhos do Douro e Porto. Em termos formais, e conforme estabelece a sua Lei Orgânica, o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) faz a supervisão da viticultura duriense cabendo-lhe a certificação dos vinhos da Região Demarcada e a disciplina do sector na função fiscalizadora e sancionatória bem como, as responsabilidades de gestão e coordenação da vitivinicultura duriense. (Decreto-Lei 278/2003 de 6 de Novembro.
2004 – Para suspender uma penhora sobre a Casa do Douro e os seus armazéns, colocou-se à venda um milhão de garrafas de vinho do Porto das colheitas de 1963 e 1964, permitindo um encaixe financeiro de 35 milhões de euros. Cada garrafa custava 40 euros (1963) e 35 euros (1964) e apenas os cidadãos naturais da Região Demarcada do Douro e seus residentes podiam comprar esse vinho. Ao todo, o produto em venda representa 3% dos stocks de vinho do Porto da Casa.
2008 - O IVDP denunciou o protocolo que existia para a gestão e fornecimento de dados do cadastro e o Ministério da Agricultura mandou executar judicialmente os créditos que alguns organismos estatais tinham sobre a Casa do Douro, dando um sinal claro que pretendia deixar de contar com a instituição. Neste mesmo ano foi vendida mais de metade da participação que detinha na RCV à Global Wines. Depois de perder o controlo sobre a aguardente, a certificação e fiscalização dos vinhos do Douro e Porto, só restava o cadastro, cujo valor era incalculável, uma vez que acumulava informações relativas a mais de setenta anos de atividade.
2013 - O ministro das finanças, Vítor Gaspar, face às dívidas aconselhava a instituição a fechar portas.
2014 - A Casa do Douro, que representa a produção vitícola na região, é uma associação privada de direito público e de inscrição obrigatória para os viticultores durienses. O governo propõe a venda de vinho para pagar dívidas.

A perda de influência da estrutura associativa está também diretamente relacionada com o aumento da concentração da produção do vinho do Porto. No presente cinco grandes grupos controlam cerca de três quartos de um negócio que se cifrou no presente ano em cerca de 400 milhões de euros. Os grandes grupos compram sobretudo propriedades de alto valor, reforçando a produção própria dos vinhos destinados às categorias especiais, vintage, late bottled vintage e "porto" com indicação de idade, produtos ganham um peso crescente nas vendas globais. Para as categorias especiais, recorrem cada vez mais à produção própria; e, para os vinhos "standard", prescindem da qualidade dos produtores-engarrafadores, comprando às cooperativas que acolhem as micro-produções de muitos dos cerca de 40 mil produtores durienses, a maior parte deles com colheitas inferiores a cinco pipas/ano (2500 litros). Daqui decorre uma redução do chamado benefício, de 145 mil pipas em 2001 para as menos de cem mil em 2013, diminuição dos preços pagos à produção a pipa está a ser vendida entre a cerca de 900 euros, preços praticados há quinze anos.

A constante reorganização do sector por parte da administração central não soube acautelar os interesses dos pequenos produtores e da sua estrutura representativa. Pagar dívidas para recuperar a independência e transformar-se numa associação livre de produtores parece ser a solução consensual. Porém, há quem tema que com a venda dos seus estoques vão os anéis e quiçá também os dedos o que poderá agravar os condicionalismos que sofre a região

sexta-feira, 5 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Suspensão dos novos programas de Língua Portuguesa

De acordo com uma portaria publicada hoje no Diário da República, ficam suspensos, até 2010, os processos de adopção de novos manuais das disciplinas de Língua Portuguesa dos 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade, entrando em vigor, no ano lectivo de 2010/2011, os programas revistos e homologados.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O Grufalão anda a visitar as escolas!!!


"- Um grufalão é um grufalão. Não conheces, não?"


O grufalão

Uma história que só mete medo aos muito medrosos.

Para veres maior clica em toggle fullscreen (lado direito ao fundo)...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A ovelhinha que veio para o jantar




Foram muitos os alunos que já ouviram a história da ovelhinha que veio para o jantar contada pelo Professor Mesquita (PNEP), pela Educadora e Coordenadora dos Jardins-de-Infância - Fátima Cardoso, pela Professora e Coordenadora do 1º ciclo - Amélia Santos e pela Coordenadora da Biblioteca Escolar - Vera Pessoa.
Os alunos receberam sempre com muito entusiasmo as histórias que, desde o início do ano lectivo, este grupo levou aos alunos das nossas escolas.
No final, ainda houve tempo para algumas actividades e para a entrega de mais uma caixa de livros da Biblioteca.
Boas leituras!

6.ª sessão temática

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Inauguração da Biblioteca Escolar


















A Biblioteca Escolar foi inaugurada no dia 3 de Dezembro de 2009. Estiveram presentes vários convidados, entre os quais os Coordenadores dos diversos Departamentos da escola, a Coordenadora Interconcelhia que esteve também a representar a RBE, a Dra. Carla que esteve a representar o Ministério da Educação, os Directores dos Agrupamento de Torre de Moncorvo e de Carvalhais, o Presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, o Presidente da Junta de Freguesia, a Coordenadora da Biblioteca Municipal, entre outras pessoas que estão ligadas à Escola e quiseram estar presentes. Uma palavra de agradecimento a todos e um abraço especial à Direcção da Escola, aos docentes e não docentes e alunos que comemoraram connosco este dia tão especial.




A todos, um grande obrigada pelo elo de ligação que mantêm com esta Biblioteca.




Uma palavra também de agradecimento a todos os alunos que participaram na Inauguração da BE com o concerto musical. Parabéns aos alunos e à professora Adélia Santos que os orientou. Um bem-haja a todos!




sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Pombal contra a Gripe A


Os alunos do 1º ciclo do Pombal ouviram com muita atenção uma história que ensinava como evitar a Gripe A. O coordenador do PNEP - José Mesquita, as coordenadoras do 1º ciclo - Amélia Santos, Pré-Escolar - Fátima Cardoso e a coordenadora da biblioteca escolar participaram na leitura e no fim até se cantou uma canção. Foi muito giro!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009



Uma ideia

O projecto “Conto e acrescenta um ponto” visitou a nossa escola.
Na primeira visita leram-nos uma história: “O Nuno escapa à gripe A” escrita pela escritora Isabel Alçada.
Era uma história interessante, informativa e actual.
Aprendemos os cuidados que devemos ter para não apanhar o vírus H1N1, nem o transmitir.
Na segunda sessão exploramos a espectacular história: “Uns óculos para a Rita” escrita pela escritora infantil Luísa Ducla Soares.
Com a história da Rita concluímos que devemos fazer a prevenção à nossa visão e não podemos criticar os outros se são diferentes. Também nos mostrou que devemos proteger os animais.
Gostamos do vosso projecto e esperamos ansiosos pela nova história.
Inspirados na história da Rita inventámos histórias.



Pólo de Fontelonga

domingo, 15 de novembro de 2009



O castanheiro idoso


No dia de S. Martinho meninos e professores foram à procura de castanhas.
Encontraram um castanheiro idoso que dizia:
- Já sou muito velho, não consigo aguentar com estes ouriços.
Podem - me tirar os ouriços que estiverem secos.
Todos juntos começaram a apanhar as castanhas.
Elas brilhavam com tanta luz, que os professores disseram aos meninos para despejarem o balde num montinho e foram apanhar mais.
Apanharam tantas castanhas, que o castanheiro ficou tão leve, tão contente, que até pediu para fazerem o magusto no caminho onde ele os pudesse ver.
Um senhor que por ali passava, emprestou o isqueiro à professora.
Acenderam uma fogueira e deliciaram-se com as castanhas.
Até o castanheiro provou.
No final apagaram muito bem a fogueira para evitar incêndios.


Rui Pereira


Pólo de Fontelonga


As castanhas


S. Martinho
a espreitar
Acende uma fogueira
e vem festejar.

Hoje há festa na escola
Vamos cantar e brincar
Bailar à volta da fogueira
Castanhas vamos provar.

As castanhas
Eu vou assar.
Comer, cantar e dançar.
É tão bom festejar.

No dia de S. Martinho
Fazemos o magusto
E saltamos a fogueira.
Mas que bela brincadeira.


Soraia, Cristiana

Pólo de Fontelonga

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A castanha Lili


Laura 1.º Ciclo de Castanheiro do Norte

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mais um ano...

Estamos quase a terminar a 2ª semana de aulas. Pela frente temos muitas horas de estudo, aprendizagens, experências, conversas e claro, grandes brincadeiras....
A todos os que participam e visitam este blog, fica este belo poema de Miguel Torga, como mensagem de boas vindas :-),


Recomeça...

Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com a lucidez, te reconheças.


Miguel Torga


sexta-feira, 19 de junho de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

ler é crescer

Ler é crescer

Durante o 3º período, os alunos do Pólo de Fontelonga pesquisaram a vida e obra do escritor António Torrado.
Eram histórias com aventuras espectaculares e com um vocabulário muito rico e variado.
Gostámos muito de ler os seguintes livros: A Pena de Ouro, Ler, Ouvir e Contar, bem como algumas Histórias do Dia.
Inspirados no autor escrevemos resumos, inventámos e concluímos histórias.

Ler é sonhar, ler é aprender e tudo isso nos faz crescer.

Pólo de Fontelonga



O Conto do Espertalhão

Era uma vez dois amigos, um chamava-se António e o outro Fernando.
Eles tinham uma grande diferença, o António era burro, mas o Fernando era espertalhão.
Um dia, Fernando pediu-lhe para o ir ajudar a semear batatas, pagava-lhe a jeira e comia lá em casa.
Quando terminou a sementeira Fernando disse-lhe:
- Agora já te podes ir embora, não preciso mais de ti.
- António exclamou:
- Tu disseste que eu comia cá e me pagavas!
- Disse lá agora – exclamou o Fernando. – Tu deves estar a sonhar!
António foi para casa muito triste, com a barriga a dar horas e sem dinheiro.
Passados alguns dias Fernando e a mulher foram à feira e encontram o amigo António. Fernando como não tinha dinheiro pediu-lhe se lhe podia emprestar algum, que depois pagava com juros.
António emprestou-lhe o dinheiro.
Passaram – se meses, nem o dinheiro, nem o amigo apareciam. Então António foi a casa do Fernando e disse-lhe:
- Agora quero o meu dinheiro de volta.
- Fernando respondeu:
- Que dinheiro! Eu não te estou a dever nada, vai-te embora!
- Isto não fica assim, amanhã venho com a Guarda.
No dia seguinte, quando António chegou com a Guarda, o amigo pediu-lhe desculpa e devolveu-lhe o dinheiro.
Logo a seguir compraram um rebanho de cabras a meias.

Paulo Mesquita
Pólo de Fontelonga





O lagarto Luís


Um dia o lagarto Luís ia a passar numa floresta e viu um cacho de uvas.
Ficou sorridente, mas passou por ali o carro do Presidente e quando ia comer o cacho, este tinha desaparecido.
O lagarto ficou chateado e foi queixar-se ao Presidente.
Pela floresta duas coisas apareceram, um comboio e uma árvore que estavam à sua frente, mas não queriam sair, então ele comeu -as.
Quando lá chegou pediu:
- O meu cacho de uvas? Dê-mo já!
O Presidente ordenou que o prendessem e que nunca mais aparecesse.
O lagarto Luís deitou cá para fora o comboio e a estação, que fez partir os ferros da prisão.
Voltou ao Presidente e gritou:
- O meu cacho de uvas? Dê-mo já!
O Presidente ordenou que o matassem e se livrassem dele.
O lagarto Luís deitou cá para fora o pinheiro, que matou os guardas.
Voltou ao Presidente e gritou:
-O meu cacho de uvas? Dê-mo já!
Então o Presidente sem saber o que fazer ordenou que dessem o cacho de uvas ao lagarto Luís e ele gritou:
-O meu cacho de uvas
Já o tenho aqui.
E nunca mais o viram por ali.

Rui Pereira
Pólo de Fontelonga






O País Infeliz

Há muito, muito tempo, quando as flores ainda tinham cor, o governador do País Infeliz não deixava ninguém reclamar as suas ordens, mandava-as para a prisão ou tinham que sair do país.
As flores, sempre infelizes, iam perdendo as suas belas cores, ficando pretas.
Elas se viam alguém desconhecido na rua, fugiam para casa para não lhes acontecer o mesmo que às outras flores.
Na prisão arrancavam-lhes as pétalas, ou então batiam-lhes.
As meninas flores não podiam usar calças, nem minissaias, nem andar sem meias.
Os jovens flores eram mandados para a guerra, alguns morriam lá, outros vinham desfolhados.
No recreio da escola, os rapazes flores eram separados das raparigas por muros, e estudavam em escolas diferentes.
Por todos os lados, havia flores polícias, mas dos que nos andam a vigiar e até adivinham os nossos pensamentos.
Todos perguntavam como seria a liberdade, mas como sofriam tanto com a ditadura, a liberdade seria: falar, correr de saia curta, de calças, sem meias e de mãos dadas.
As flores estavam pretas por não terem liberdade.
Um dia os militares flores reuniram-se para mandar embora o governador.
As mulheres flores, para não haver sangue, colocaram cravos nas espingardas dos militares, acabando assim a infelicidade no País Infeliz, que hoje se chama Portugal.
Agora a vida é melhor, todas as flores andam e falam como querem, com quem querem e até já têm as mesmas cores de antigamente.
Porém a crise económica que atinge o Mundo, está a deixar sem Liberdade muita gente.


Adriana Santos
Pólo de Fontelonga





Liberdade

O 25 de Abril
É dia da liberdade
Podemos falar e brincar,
Com amor e felicidade.

Dia 25 de Abril
Comemora-se a liberdade
Um futuro bem melhor
Queremos com igualdade

Dia da liberdade
É um dia bem alegre
Viva o 25 de Abril
Que é um dia célebre.


Adelino Gama
Pólo de Fontelonga




quarta-feira, 3 de junho de 2009

Visita ao zoo da Maia

No dia 1 às 7 e meia partimos de Carrazeda Ansiães com destino ao zoo da Maia .
Parámos no café do Marão para comermos o lanche da manhã.Chegámos ao zoo às 11 e meia .
Logo que chegámos fomos ver os animais . Havia lá cobras, um hipopótamo, um crocodilo, morcegos e muitos mais.Depois de ver os animais fomos dar uma volta de comboio.
Quando saímos do comboio fomos almoçar. O almoço foi sopa e massa com carne picada.A sobremesa foi um gelado.
Quando acabámos de almoçar fomos ver o show da foca. Ela fez muitas habilidades engraçadas. Da que gostei mais foi do jogo de handball.
Quando saímos do zoo regressámos a Carrazeda . Gostei muito desta visita.
Tiago Castro 2º ano / Turma B

terça-feira, 2 de junho de 2009





A Este texto vai de encontro à Formação do Pnep.
A construção de textos pode partir da leitura de histórias.


A princesa da Chuva


Era uma vez um rei e uma rainha que tiveram uma filha e deram-lhe o nome de Princelinda.
O rei e a rainha queriam que a sua filha fosse fadada por três fadas e para isso prometeram uma recompensa.
A rainha mandou por um anúncio no jornal.
No outro dia apareceram três fadas, fadaram logo a Princelinda.
A primeira fada disse que lhe ia dar o dom da beleza, a segunda o dom da bondade e a terceira, quando a ia fadar a princesa fez chichi. A fada ficou tão zangada e por isso fadou-a com o dom da chuva.
Mal disse aquilo a chuva começou logo a cair constantemente a ponto de ficar tudo inundado.
As fadas queriam a recompensa prometida pelo rei, a primeira queria a carruagem real, mas o rei disse-lhe que não lha poderia dar, mas como palavra de rei não volta atrás deu-lha. A segunda queria as jóias da rainha. A rainha pensou…, então como iria para as grandes salas de banquetes…, mas como palavra de rainha não pode voltar atrás deu-lhe as jóias. A terceira queria todo o dinheiro do reino e o rei deu-lho.
A princesa pensou que tudo isso era por culpa dela e por isso fugiu para o deserto pois pensou ser útil.
Quando lá chegou formaram-se grandes oásis. A princesa foi descansar à capital e ouviu meninos a pedir ajudar, pois o castelo estava a arder.
A princesa pegou no cavalo e foi ao castelo. Quando lá chegou a chuva começou a cair e o incêndio apagou-se. O rei e a rainha ficaram contentes por a filha ter voltado.

Elaborado pelo Rafael Marques do Pólo do Castanheiro do Norte